Como escolher os melhores óculos de sol

Os olhos, tal como a pele, necessitam de ser protegidos. Os olhos são a região mais exposta do corpo, recebem muita luz – principalmente no verão – e têm 15 vezes mais terminações nervosas que as pontas dos dedos.

As radiações ultravioletas (UV) aparecem associadas a uma maior prevalência de cataratas, lesões da córnea, pinguéculas, pterígios e degenerescência macular relacionada com a idade. Em princípio, é prudente que todas as pessoas protejam os seus olhos de uma exposição desnecessária aos raios UV usando óculos de protecção solar.

Mesmo quando não há sol deve usar-se óculos de sol, porque, tal como acontece com a pele, a maior radiação é atingida entre as 10h00 e as 14h00. Para cuidar da saúde da visão, portanto, é preciso saber escolher os óculos de sol certos, porque como um bom protector solar, também é necessário saber como escolher os óculos de sol mais indicados para proteger os seus olhos contra as radiações ultravioletas.

Em primeiro lugar, a pessoa deve levar em conta se o produto será usado no dia a dia, na praia ou para a prática esportiva. Isso porque cada modelo, material, tamanho, cor, filtro e tipo de lente tem uma especificidade. Mas você não precisa pagar caro nem procurar muito, porque os óculos podem ser simples e baratos, desde que sejam feitos de um bom material. Isso porque, se a qualidade ótica for baixa, pode provocar tontura e a sensação de olhar para um vidro ou acrílico. Para não ter dúvidas, é importante que o produto tenha sempre certificado de origem.

Boas lentes

Existem três tipos de radiação UV na luz solar: A, B e C. O olho deve ser protegido das radiações A e sobretudo das B. A grande maioria dos óculos de sol protege pelo menos 90% das radiações UV-B e 60% das UV-A; abaixo deste valor não é aceitável.

As lentes podem ser classificadas em três categorias, conforme a sua capacidade de absorção dos UV :

  • as lentes cosméticas absorvem 60% da luz visível;
  • as lentes para uso comum absorvem até 92%
  • as lentes para usos especiais até 97%.

Relativamente aos aspectos que definem a qualidade da lente, o importante é a capacidade de filtrar os raios UV nocivos para o olho. A lente ideal deve diminuir a luz visível até um nível confortável e ao mesmo tempo eliminar por completo as radiações UV, invisíveis e perigosas. A capacidade de uma lente filtrar os raios UV não depende da cor da lente mas sim dos cromóforos embebidos no plástico da lente durante o seu fabrico. A adição deste pigmento à lente acrescenta custos pouco significativos ao seu fabrico e, de facto, protege das radiações nocivas. Mesmo as lentes brancas podem absorver de forma significativa os ultravioletas.

Cor das lentes

A cor da lente é essencial e as diferentes colorações das lentes dos óculos também devem ser analisadas antes da compra.

As lentes cinzentas são melhor em locais de intensa luminosidade porque não alteram as cores naturais e podem reduzir o contraste;

As verdes alteram as cores, muito adotado por militares, permitem uma boa percepção de cores e um contraste adequado em ambientes com pouca iluminação;

As castanhas são indicados para dias claros, pois realçam contrastes e detalhes e parecem ser as que dão uma maior satisfação;

As lentes amarelas parecem melhorar a visão para longe e eliminam muita da luz azul (caçadores e desportistas), também destacam contrastes e profundidade. São ideais para usar de manhã, no fim do dia ou quando chove.

As azuis, da mesma forma, servem para o fim da tarde e o tempo encoberto ;

As lentes polarizadas reduzem o deslumbramento e podem ser mais úteis para pescadores ;

As lentes vermelhos e rosa têm um caráter mais fashion e podem ser usados em momentos variados.

Doenças oculares causadas pelo sol

A principal função dos óculos escuros é proteger mecanicamente os olhos contra os raios ultravioleta (UV) A e B. E os maiores problemas provocados a longo prazo por uma exposição em excesso ocorrem na retina, localizada no fundo do olho. É o caso de uma doença chamada degeneração macular relacionada à idade.

Os raios UV também podem favorecer a formação de pterígio, uma pele sobre a conjuntiva (membrana que reveste a superfície da córnea) que causa ardor na córnea (lente externa do olho), sensação de areia e pode avançar para o centro da visão.

A catarata, que é a perda de transparência do cristalino – o que torna a visão turva –, é outro problema que costuma ocorrer em maior quantidade e mais precocemente em indivíduos expostos ao sol demais e sem proteção.

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